João Rubinato

POR Guilherme Jotapê
adoniran_bebendoAinda não falei sobre isso e não posso deixar de lado o fato de que neste ano comemora-se 100 anos de Adoniran Barbosa, nascido a 6 de agosto de 1910. “Comemora-se” assim, no presente, porque gênio não morre.

Adoniran ainda é o retrado de uma São Paulo que batalha, que sofre, que boteca de boca em boca pra esquecer, comemorar e respirar fumaça (que agora não pode mais ser de cigarro).

Sempre achei o humor das músicas do Adoniran parecido com o de Carlitos, do Chaplin. Triste, lindo e divertido. A poesia triste com a tiração de sarro próprio – o humor que se perdeu dessa mistura caipira e italiana.

Tenho na lembrança uma época que só me é contada. Queria muito que a minha cidade uma manhã acertasse a sua posição com um novo arauto na boemia, que soubesse traduzir no samba o que acontece na cabeça de cada paulistano – este ser ainda pouco estudado porque não teve tempo de parar e bater um papo.

Pós-doutor na divina arte da botecagem, João Rubinato via sempre o copo meio vazio e cantava ele meio cheio. Rubinato – vale o estudo etimológico ;)

Guilherme Jotapê

Guilherme Jotapê
@gui_jotape

Comments (1)

 

  1. Camilla disse:

    Lindo texto, Gui!

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